Questão de Tempo: Não deixe para depois, este é um filme que você precisa assistir hoje!

Título: Questão de Tempo
Título original: About Time
Direção: Richard Curtis
Ano: 2013
Duração: 123 minutos
Nota pessoal: 5/5

Sinopse:
Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época e no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não está mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.

Ontem foi noite de sessão pipoca aqui em casa e dia da esposa escolher o filme. Até aí nada demais, pois graças a Deus (e apesar do nosso trato de que quando é a vez de um escolher o outro é “obrigado” a assistir) minha esposa tem bom gosto e quase nunca resolve me torturar com estilos de filme que ela sabe que eu não gosto.

Bom, na noite passada não foi diferente e ela escolheu o filme “Questão de Tempo” com Rachel McAdams e Domhnall Gleeson nos papéis principais, Bill Nighy dando um show, além de uma participação divertidíssima de Tom Hollander.












Trailer:



Crítica:

Quando o assunto é “viagem no tempo” eu já fico logo com os dois pés atrás. Não que eu seja o tipo de pessoa mais pé no chão do mundo, mas seja lá em que contexto for, acreditar que é possível viajar no tempo e o quanto isso é mal aproveitado, me deixa muito frustrado na forma como é colocado na imensa maioria dos filmes que trata sobre o tema. Enfim… já deu para entender que esse é um assunto meio complicado por aqui não é mesmo?

Infelizmente para o meu senso crítico e para o meu infinito conhecimento enquanto crítico de cinema (eu juro que sempre tento não pensar assim quando vou ver um filme que a Grazy escolheu, mas não consigo, adoro provocá-la) o filme já nos conquista nos primeiros minutos e ao final, a frase que escutei e que era também na qual eu estava pensando foi: “Nossa que filme grande… e que filme bom!” (lembrando que por aqui, uma casa com um menino de dois anos e meio, mas que tem energia que vale para mais dez, passar de meia noite assistindo tv torna qualquer filme grande demais)

Deixando de lado alguns erros bobos, que são passíveis de acontecer com qualquer filme que trata do tema “viagem no tempo” (sim, isso me incomoda muito), sinceramente, não tem nada que atrapalhe ou diminua os valores e a mensagem que o filme se propõe a passar.

Bom, para quem já perdeu o pai como eu, dá uma pontinha de tristeza por não poder voltar no tempo (tá explicado o porque dessa história de viagem no tempo me incomodar tanto), mas ao mesmo tempo, por também já ser pai, o filme me fez pensar no quanto eu desejo desesperadamente aproveitar cada segundo com o meu filho e proporcionar a melhor vida possível enquanto ele cresce e se torna um homem.

Voltando a falar sobre o filme em si…

O principal tema do filme é a questão da viagem no tempo (tá ficando repetitivo né?) sendo tratada de uma maneira diferente. Já que logo no começo do filme nós vemos o pai do protagonista explicando que ele pode viajar no tempo, mas somente para lugares ou datas onde ele já esteve ou viveu.

Vamos concordar que isso limita muito a história, mas mesmo assim, logo que ouvi isso pensei. Se é comigo, simplesmente pegaria o resultado de alguma loteria acumulada de um bom tempo atrás, voltaria e seria o feliz ganhador de milhões de reais!

O grande problema aqui é o mesmo que já vimos antes no filme “Efeito borboleta” (que com seus erros grotescos me incomodou muito mais), que qualquer viagem no tempo em que você muda alguma coisa no passado, afeta diretamente o seu presente. E no caso do nosso protagonista Tim, não é diferente.

Não vou aqui contar o porque dessa diferença, já que acabaria revelando mais do que você precisa saber sobre o filme antes de assistí-lo.

A única coisa que posso dizer é que até ontem eu não sabia nada sobre esse filme e que hoje eu estou me perguntando porque não assisti esse filme antes?

Um filme simples, com uma ideia mais simples ainda, mas que vai te envolvendo e quando você percebe, ele acabou e você fica com aquela sensação maravilhosa de “quero mais”. E o melhor, fica com a sensação de que aprendeu alguma coisa muito importante e que recebeu o maior presente que um filme ou um livro pode te dar. Uma lição para levar para o resto da vida!

Curiosidades:

A atriz McAdams, que já estrelou uma produção sobre o mesmo tema de Questão de Tempo, chamada "Te Amarei Para Sempre", entrou no lugar deixado por Zooey Deschanel (‘Fim dos Tempos’). 

Comentários

  1. Ah, é verdade, o filme é muito bom mesmo. Está entre os meus 10 favoritos. Acredito que a temática da viagem no tempo aliada ao romance, entre outras questões que o filme aborda, tornam a experiência mais completa. Mesmo com esse elemento fantástico/sci-fi o filme mostra justamente o quanto é importante valorizarmos o nosso tempo aqui nessa terra, como lidar com as experiências boas e ruins além de aprender com elas.

    Também não vou entregar nenhum spoiler aqui, mas acredito que o final fecha todo o arco do Tim de forma tão maravilhosa que chega a ser impossível não querer rever, refletir mais e sentir as emoções que o filme possibilita você ter durante a sua projeção. Amo isso, cinema é antes de mais nada uma experiência sensitiva. E esse filme é um ótimo exemplo disso.

    Ah, mais um detalhe, adoro histórias com viagens no tempo. Meu filme favorito da infância foi e de certo modo ainda é De Volta Para o Futuro, sempre tive um carinho especial por Efeito Borboleta e hoje em dia me considero um Whovian de tanto que curto Doctor Who ehehhe

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    Respostas
    1. Marcus,
      Sem dúvida é um estilo que também me agrada muito! De Volta Para o Futuro com certeza também tem um lugar especial por aqui!
      Seja bem-vindo!
      Um abraço!

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